Uma das revelações mais interessantes da arqueologia e da história da medicina vem da antiga Trácia: a primeira cirurgia bem-sucedida para uma lesão cranioencefálica no mundo grego ocorreu no século VII a.C., ou seja, dois séculos antes do nascimento do benfeitor da Medicina, Hipócrates.
Para quem não sabe, a antiga Trácia foi uma região histórica e geográfica localizada no sudeste da Europa.
O médico desconhecido que realizou essa cirurgia salvou a vida de uma mulher, que foi ferida por um projétil e não apenas sobreviveu, mas viveu por mais 20 anos.
A história chocante desta operação foi apresentada no Congresso Nacional de Trauma, realizado em Salônica, sob a forma de uma comunicação em pôster por uma equipe de cientistas da Clínica Universitária de Neurocirurgia da Democritus University of Thrace no Hospital de Alexandroupolis, composta por G. Antoniou, E. Spyridopoulos, I. Siasios, I. Mavridis, E. Rechova e Th. Birbili.
Esta história veio à luz há 19 anos, quando o Serviço Arqueológico Helênico, durante escavações, encontrou um esqueleto bem preservado de uma mulher em um túmulo na antiga Abdera. Esta mulher parece ter pertencido a uma missão colonial das cidades gregas da Anfictionia Jônica, que se estabeleceu na região por volta de 654 a.C. Para os curiosos que gostam de de saber tudo, a anfictionia era uma organização de cidades gregas antigas, em associações com membros de várias cidades, com centros em vários templos.
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Como mencionado na mídia, foram encontrados no seu crânio vestígios de uma lesão grave, provavelmente causada por um projétil. Além disso, foi possível encontrar evidências claras de intervenção cirúrgica na parte posterior da cabeça.
O crânio foi enviado para análise posterior para a Universidade Delphi-NY nos EUA, onde detalhes impressionantes foram revelados: uma abertura cicatrizada de formato oval (14,78 x 9,19 mm), na região parieto-occipital direita acima da sutura lambdoide. Perifericamente, havia vestígios de cirurgia com um raspador, medindo 66,36 x 19,91 mm, para a remoção do projétil.
A pesquisa científica revelou que a paciente sobreviveu à operação, assim como se recuperou totalmente e viveu por mais 20 anos, antes de morrer por causa desconhecida. A análise dos ossos mostrou que, além de osteoartrite leve e problemas dentários, ela estava em boa condição física, mas não foi possível determinar as causas exatas de sua morte.
A descoberta sugere que técnicas cirúrgicas associadas a Hipócrates e ao seu tratado “Sobre as Lesões na Cabeça” já eram aparentemente aplicadas pelo menos dois séculos antes no mundo grego.
E assim nasce uma das questões mais fascinantes da história da Medicina:
“Se Hipócrates foi o representante mais conhecido da Escola de Medicina da Jônia, quem foi o médico que realizou com sucesso uma operação tão complexa?”
A resposta, talvez, ainda esteja escondida sob a terra da Trácia.
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